Ufa! Chegamos ao último ranking de 2016. Foram muitas conversas e tópicos discutidos no nosso fórum interno esse ano, e como sei que vocês gostam de números, mais especificamente 4.731 tópicos de discussão desde o dia 1º de janeiro de 2016. Bastante coisa, né? Pois é, além de compartilhar conhecimento nosso pessoal aqui também gosta de comentar. =) Então vamos ver 0 que rolou nesse mês de Natal, renas e papai noel. Já adianto que falamos sobre o NuBank, Java, MIcrosoft e a mais popular esse mês foi a Amazon. Vem ver:

10. Your Language Sucks

Mal educado esse primeiro link, né? Pois é, foi o André Dias quem achou essa lista de características ruins das linguagens de programação e espalhou o ódio, segundo o Jonathan Beber.

sticker_347791234560950280

O Denis Rocha comentou que foi o Capitão Victor Nascimento quem fez a lista, já que o Erlang não está lá… Mas o Capitão logo se defendeu dizendo que nada tem a ver com isso. O Alexis Hénaut comentou que pode ser interessante ler isso antes de aprender uma linguagem nova, assim você aprende algumas especificidades. Ele lembrou Bjarne Stroustrup:

“There are only two kinds of languages: the ones people complain about and the ones nobody uses”

“Anybody who comes to you and says he has a perfect language is either naïve or a salesman”.

Fica aí a reflexão.

9. C# in AWS Lambda

O Pedro Azevedo estava lá em Las Vegas para o Re:invent quando mandou essa foto com o seguinte comentário: “Onde está seu Deus agora?”

img_20161201_103409

Uma galera riu, outra se assustou e algumas pessoas, claro, levaram na zuera:

image

Mas a maioria comemorou:

“C#ers unite! #FaaS”

“Freeeeeeeeeeeedom!”

“Viva! Finalmente!”

Foram alguns dos comentários. Fica aí o registro. =)

8. What Future Java Might Look Like

Foi o Victor Nascimento quem mandou o “possível futuro Java”, destacando uma pequena lista:

– value types;

– pattern matching;

– enhanced generics;

– inferred types in local declaration

Ele ainda disse que tem algumas mudanças sendo discutidas que não estão no artigo, sobre hygienic macros. Segundo ele, talvez em 2030 isso seja lançado e em 2040 a gente possa usar no Android =)

Ele também observou que a previsão tem muita influência de linguagens funcionais, principalmente do Erlang. No Java 9 deve entrar o conceito de classes exportadas (parecido com o exports function do Erlang) e pattern matching com cases.

O Thiago Lioy disse que o Java vai virar o Swift com tudo isso aí… Uma “multi paradigm language”. Para Inácio Ferrarini, seria mais prático o Google sair de cima do muro e adotar o Swift de vez. O Tales Pinheiro discorda. Ele não vê influência do Swift, talvez um pouco de Kotlin e diversas outras, mas ele ainda gostaria de ver Kotlin virando oficial e aí talvez desenvolva para Android.

Ele ainda acrescenta que não quer que Java se pareça com Swift, ele quer que Java morra, mas o Kotlin tenha vida longa! E acrescenta que a birra de Java não tem a ver com iOS vs Android, vem desde 1999.

Pra terminar, o Nascimento destacou que independentemente da linguagem algumas features modernas fazem falta:

– true pattern matching

– macros higiênicas (não sujam o escopo)

– imutabilidade

– primitivos de concorrência

– inferência de tipos

– interpolação de String (como ninguém criou uma jsr só pra isso???)

E a lista vai longe…

7. A guide for reviewing code and have your code reviewed

A dica para fazer e receber um code review bonitinho foi do Vinicius Barbosa. Pessoal elogiou, principalmente o Filipe Mondaini que já viu gente saindo magoada de code review. Ou seja, a dica é para proteger sentimentos! O Patrick Porto concordou que o code review seja uma atividade sem traumas, e o Agustín Albertengo destacou:

“Don’t take it personally. The review is of the code, not you”.

Aí o Jonas Tomaz trouxe essa dica aqui pra complementar, e o Vinicius Barbosa finalizou o tópico mostrando o guia da Plataformatec.

6. Developers, it’s time to take a second look at Microsoft

O Matheus Lima só jogou a bomba, mas nem participou do debate. Quem começou foi, o Gustavo Segantini, que destacou o trecho:

“C# is like Java, but fixed. It’s got similar syntax but has got so much more.”

O Inácio lembrou que a Microsoft fez esse “funeral” e ele passou a adolescência usando Slackware e fazendo piada do Ruindows. E depois ela fez um fuderal dos devs Ruindo’s fone. Lamentável, nas palavras dele. Em defesa, o Victor Neves diz que isso é bullying:

“.Net Core

.Net Core is a cross platform, open source, free, cut down version of .Net for on Linux, Mac, Windows and even IoT embedded devices.

VS Code and VS for Mac

Once again, open source, cross platform and free.

Azure Machine Learning, Bot Framework, Hololens e Microsoft Surface Studio….”

A Andressa Chiara começou a sentir aquela vibe de “I’m a Mac”/”I’m a PC” aaaaaaall over again, Victor Neves diz que “he’s not a mac, not a PC, he’s a man” e o Caio Rosa defendeu o fim do #mimimicomtecnologia com a filosofia:

“Do your stuff, do it the way you like and/or the way people will pay you for.”

hqdefault

Para Victor Oliveira, independentemente dos gostos, a Microsoft hoje está mal parada. O Google Docs ganhou muito espaço, e é difícil justificar a assinatura do Office 365, desistiram do mobile, o que sobra é Azure e o Surface. Segundo ele, continua sendo uma das empresas mais rentáveis, e talvez seja a mais rentável da história, mas está numa situação difícil para o médio prazo. Mas podia ser pior, eles podiam ser a Oracle…

O Caio Rosa também lembrou do HoloLens, e disse que a MS investiu uma boa grana na LATAM em empresas de engenharia civil e arquitetura. Ele citou a Athie Wohnrath, que recebeu vários “SDKs” e mesmo em crise contratou 50 devs .NET e cresceu mais de 100% graças aos projetos feitos no HoloLens. O Caio acha que isso vai mudar a vida de muita gente.

Pra terminar, piadinha do Eduardo Rangel:

di6fo

5. Hyper: um terminal open source feito em JavaScript

O Matheus Lima foi quem começou usar o terminal, 100% feito em JavaScript (React + Redux), open source, pelo povo da Zeit. E gostou bastante. Ele também mandou o Github para quem quiser ver o source. O Iuri Wollmann disse que para quem está no Windows vale a pena trocar o shell pelo powershell ou bash, basta alterar no arquivo hyper.js

 

O Filipe Mondaini gostou dos atalhos, disse que são iguais aos do Terminator. Ele acrescentou também como rodar o Git Bash no Windows: ‘C:/Program Files/Git/usr/bin/bash.exe’ e disse que, na opinião dele, os melhores terminais por sistema operacional são:

Linux: Terminator

Windows: Cmder (ainda não terminou de testar o hyper)

OSX: iTerm (não conheceu outro melhor)

Terminou com um #sddsTerminator

4. Netflix ou Amazon Prime Video; qual é o melhor serviço de streaming de filmes e séries?

A Amazon lançou um concorrente para o Netflix no Brasil por U$ 2,99 e o Josenildo Santos já mandou logo um comparativo no fórum. A Andressa já afirmou logo que é do time Amazon Prime, e explicou o porquê:

Com US$8,25 por mês, ela tem:

– Entrega expressa/mais barata para o que comprar pela Amazon;

– Music streaming;

– Armazenamento de fotos ilimitado;

– Prime Video (tem muita série e filmes bons, além de especiais ótimos difíceis de achar);

– Desconto nos livros kindle, e às vezes o livro sai a US$0!

– Você pode dividir sua biblioteca da Amazon (é a biblioteca “da família”).

Andressa ainda acrescenta que tem uma Fire TV e pesquisa as “paradas” dentro do Amazon Video *e* do Netflix apertando o botão do microfone no controle remoto e falando o nome do que ela quer, sem digitar nenhuma linha.

netflix-amazon-prime-video

O João Felipe aproveitou o tópico para divulgar que a Netflix, em operação há cinco anos no Brasil, já tem números que superam a SKY e o SBT. E o Matheus Lima lembrou do duas coisas:

– Ele leu esse ano o livro sobre o Jeff Bezos (e a Amazon) e recomenda muito, principalmente para entender melhor o mindset da empresa.

– Apesar de todo o ecossistema do Kindle ser sensacional, ele acabou abandonando os e-books e voltando pra mídia física, porque gosta de fazer anotações e percebeu que após ler um e-book não estava fixando bem o conteúdo.

A dica da Andressa para o problema é usar os destaques e notas do Kindle. Para ela funciona =)

3. Nubank pode fechar as portas se BC confirmar mudança

A notícia é velha, e o no fim o Banco Central nem confirmou a mudança… Mas surgiram algumas discussões interessantes no fórum então mantivemos aqui o nosso terceiro lugar. As primeiras reações foram contra o BC e a favor do Nubank. Eduardo Rangel disse que estamos a passos de moonwalker, o Thiago Lioy achou triste e o Filipe Mondaini especulou que isso pode ser lobby dos bancos.

Para Daniel Braz, porém, a medida tem como objetivo melhorar o caixa dos pequenos varejistas, ou seja, aumentar o fluxo financeiro de milhões de comércios. Para Victor Nascimento, o modelo de negócios do Nubank é muito perigoso, eles precisam de intervenções de fundos de investimento e operam sempre no ultranegativo. Para ele, a medida atualiza o Brasil em relação ao que é praticado no exterior.

Para finalizar, Rodrigo Batini opinou que essa discussão tem um espectro muito maior e complexo que o Nubank. Desde as coberturas de seguro e resseguro legais, encaixe financeiro e poder de compra para grande parte dos consumidores, tudo isso afetando resultado e crescimento macroeconômico. Ainda mais quando juntando a isso tem a decisão de redução de taxa de juros do cartão de crédito e a tangente possibilidade de utilizar FGTS para quitação de dívidas de alto valor, principalmente se levarmos em consideração a cultura brasileira de alavancar-se muitas vezes de forma irresponsável. Enfim, ele acha que se apegar à inviabilização de uma fintech que tem menos de 5% de market share e talvez nem tivesse existido em um outro contexto é simplificar a discussão.

2. Clean Coders

Essa plataforma de e-learning é do autor do livro “Clean Code”, o “Uncle Bob”, que segundo o Thiago Lioy é ótimo. Mas aí ele foi ver o case study de Swift dos caras (aqui tá o código do repo) e não curtiu não… Disse que os exemplos são super bobos, app fraca e não usam nenhum padrão da comunidade em Swift. E aí é claro que o pessoal não entendeu nada, né?

“Não entendi o que não é bom… Somente a parte de swift? A plataforma de ensino toda para desenvolvedores? O livro continua recomendável?” – Rafael Alves

E aí o Lioy explicou que o livro é ótimo, ele recomenda. A plataforma parece legal, os cases studies de Java são legais e o cara (Uncle Bob) é referência em vários temas. Ele só não gostou do case study de Swift mesmo.

O Marcello Galhardo comentou que parece que a ideia é mostrar da forma mais simples possível o conceito de Clean Architecture:

clean_architecture1

Ele acrescenta que isso não quer dizer que é a arquitetura ideal, porque depende do projeto, mas acrescenta que ele acredita que não é o Uncle Bob que mantém pessoalmente o código, pois ele foi um dos 17 criadores do Agile Manifest, participou da criação do XP, do JUnit, do TDD e criou os conceitos de Clean Code e Clean Architecture e os Princípios SOLID, entre diversas outras coisas.

Em sua defesa, Lioy explicou que o mérito do Uncle Bob já está provado e fora de questão. Ele só não recomenda o case study de Swift.

1. Amazon GO

Olha aí a Amazon de novo, dessa vez no topo do ranking =) O link apareceu no nosso fórum de designers, e o primeiro a comentar foi o Theo França. Ele disse que o trunfo dessa solução é que ela não depende (teoricamente) da honestidade do cliente, como nas lojas de self-checkout. O Paulo Muniz, que foi quem indicou o link, só não entendeu como eles sabem quem pegou o quê naquele momento e o Theo explicou que são sensores espalhados pela loja, que lêem a cena como o carro autônomo lê a estrada.

Para Thiago Lucena, seria mais prático os sensores lerem o código de barras dos produtos e o celular na saída e contabilizasse. Afinal, sensores já existem para produtos não pagos, não? O Gabriel Brettas se perguntou como faz em casos de pessoas muito próximas pegando o mesmo produto… E já deu uma opção: “rola um reconhecimento facial e ele sabe quem é quem” =O

A Kelly Kiyumi disse que a Disney Research já começou iniciou um trabalho que indicava este caminho desde o lançamento  das “Magical Wristband”, por volta de 2013. Outro parque na Coreia do Sul também utiliza sistemas de rastreamento com etiquetas e câmeras para que os visitantes controlem avatares digitais nas atrações do parque desde meados de 2012. Ela acha que a tecnologia deve ser parecida, você entra, é rastreado e quando pega algum produto ele automaticamente identifica pela triangulação da distância entre a etiqueta do produto e o identificador do seu celular. Ela também acha que pode ter reconhecimento facial, porque depois que viu o vídeo do predador acha que todo lugar que tenha uma câmera pode usar isso de alguma forma.

Outro exemplo que a Kelly mostrou foi essa câmera de vigilância multitarget que identifica formas humanas e consegue rastrear em tempo real no meio da rua. Dentro de um espaço controlado e projetado para esse fim, fica mil vezes mais fácil. O Theo já imaginou isso a partir de drones sobrevoando a sua casa, que se revezam com outros drones a cada X horas para repor a bateria, e o Gabriel Brettas falou do HomeRefil, que ele questiona se a gente ainda precisa ver o produto físico para comprar, em caso de produtos perecíveis, por exemplo. E você, o que acha da solução?

E assim chegamos ao fim de 2016 =) O que achou da nossa lista? Faltou alguma coisa? Tem alguma sugestão? Deixe abaixo nos comentários.

Aah! Teve um link que foi bastante comentado também que vou deixar aqui de brinde (dica da Andressa):

Developers explained with light bulbs

Todos os comentários foram: HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA =)

Um ótimo Natal e um 2017 cheio de sucesso pra você que nos acompanhou mensalmente esse ano. Em janeiro a gente volta com mais dicas sobre tecnologia. Até lá!

Sobre o Autor

Gerente de Comunicação da Concrete Solutions, é a responsável por fazer os engenheiros acertarem na ortografia e gramática na hora de publicar os posts no Blog. =) É graduada em comunicação social pela Unesp e gosta muito de comunicação corporativa. Está aprendendo aos poucos a ser ágil e lean também na comunicação.

cases

rio de
janeiro

Rua São José, 90
Sala 2121 - Centro
(21) 2240-2030
CEP: 20010-020

são
paulo

Av. Nações Unidas
nº 11.541 - 3º andar
(11) 4119-0449
CEP: 04578-000