Disrupção é um termo moderno usado para descrever inovações que oferecem produtos acessíveis e criam um novo mercado de consumidores, o que desestabiliza, por consequência, as empresas que eram líderes daquele determinado setor. Isso é bom? Depende. Trazendo esse cenário para a realidade brasileira, podemos dizer que não, porque somos nós que estamos sendo disruptados.

Não faltam exemplos: o efeito do WhatsApp sobre as teles; do Google sobre as empresas de mídia; da Netflix sobre os canais de distribuição de conteúdo e diversos outros. Toda essa história nos deixa em uma encruzilhada: ou criamos um novo modelo de competição, par em par com esses entrantes, ou aceitamos nosso papel de figurantes. Ou seja, já está mais do que na hora de encarar essa mudança de frente para tentar ser competitivos em escala global.

São três as forças que interferem diretamente neste cenário negativo para o mercado brasileiro. A primeira delas é a crise. Considerada uma das piores da história republicana, ela foi causada pela desagregação do sistema econômico e pelo uso de um modelo errado baseado em intervenção centralizada. Não há nada pior do que abordar um sistema complexo de maneira simples.

A segunda força, ainda mais complicada, é que temos uma economia fechada. Mesmo assim, esse modelo não impediu que entrantes digitais do Vale do Silício, por exemplo, passassem pelas barreiras alfandegárias, regulatórias e políticas que foram criadas para um outro tipo de mundo físico, época na qual o digital ainda não tinha tomado para si as rédeas do capital de muitos setores no Brasil. O binômio custo Brasil e capitalismo de laços não impede mais a entrada de competição global.

Já a terceira força afeta as empresas brasileiras de um jeito oblíquo: a qualidade do produto que entra no país como concorrente direto dos aplicativos nacionais. Imagine que seu cliente entende que o smartphone é a extensão do seu corpo, exemplo não muito distante da realidade. Ele entra no Facebook, WhatsApp, no Uber, aplicativos que alcançaram o estado máximo da arte, com qualidade perfeita, desenho de produto perfeito… e na hora que ele entra no seu app brasileiro, de uma empresa que está começando a aprender a usar essa ferramenta, como ele se sente? A diferença é monumental.

Podemos dizer que um  app mobile de serviços serve como termômetro de transformação digital ou de maturidade da companhia. O que a crise econômica fez foi forçar as empresas a perceber que elas eram competitivas por motivos errados. A boa notícia é que saímos da negação e podemos seguir para o próximo passo: investir em iniciativas criadas por empresas sérias e inteligentes, que estão tentando derrubar o problema. A má notícia é que o Vale do Silício aprendeu há 60 anos o que estamos vivenciando agora.

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Sobre o Autor

Diretor-executivo da Concrete Solutions, consultoria global de TI, engenheiro de computação pela PUC-RJ, especialista pela Coppead, MBA pela universidade de Columbia e mestre pela London Business School, empreendedor serial, ajudou a desenvolver mais de 24 startups de tecnologia. Fundou seis empresas, produziu uma saída, uma cratera lunar, uma aterrissagem suave e três empresas operacionais. Liberal com orgulho, flamenguista, maratonista e apaixonado por SW desde os 10 anos de idade.

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